Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Capítulo 2 - No emprego

Pedro chegou ao emprego por volta das 11h00. Já era habitual que ele chegasse ao escritório um pouco antes da hora do almoço.
Mas desta vez, existia uma coisa diferente. Quando chegava, Pedro começava logo a pensar na campanha publicitária que tinha em mãos. Mas desta vez, ele não conseguia deixar de pensar na mulher que tinha visto.

- Em que estás a pensar? - perguntou Carlos, ao ve-lo tão distraído. Tinham-se conhecido há cerca de dois anos, quando entraram ambos para a mesma agência. Ele era o oposto dele, e se calhar era essa a razão porque se tinham tornado bons amigos.
Carlos era um homem responsável, que tinha casado com a namorada do liceu, após seis anos de namoro. Mas mesmo assim, conseguiram entender-se logo no momento em que se conheceram.

- Pedro? Está alguém em casa?
- Hum?! Desculpa lá. Mas estava distraído.
- Deixa-me adivinhar. Estavas a pensar numa rapariga qualquer que acabaste de ver na rua?- disse Carlos a sorrir.
- Como é que adivinhaste?
- Eu já te conheço há algum tempo. E sei que daqui a meia hora já estás a pensar na melhor forma de convidar a Luísa, da contabilidade para sair hoje à noite.
- Mas ela não arranjou um namorado há duas semanas?
- Isso nunca te impediu antes.
- Pois não Enquanto elas não tiverem um anel no dedo, para mim ainda estão disponíveis. Mas desta vez é diferente.
- Pois. Foi um amor à primeira vista.
- Amor? Quem falou em amor? Eu encontrei a mulher mais sexy do mundo e tu vens cá falar-me em amor?
- Ah! Este já é o Pedro que eu conheço...
- Mas digo-te, nunca tinha tido um desejo tão forte de estar com alguém. Ela é melhor do que a Marisa Cruz e a Pamela Anderson juntas.
- Deves estar mesmo apanhado por ela. Sempre disseste que não existia ninguém como a Marisa Cruz.
- Eu estava enganado. Mas agora não sei o que fazer.
- Porque não experimentas telefonar-lhe?
- Porque não tenho o número de telefone dela. Não cheguei a falar com ela. E acho que nunca mais a vou ver....

- Do que estão a falar? - interrompeu Patrícia. Patrícia era a única mulher que estava na equipa criativa de agência. Era uma mulher muito engraçada, morena, e com uma alegria contagiante. Pedro sempre a achara muito atraente, mas nunca a tinha convidado para sair.
- Nada de especial.- disse Carlos. Estávamos só a discutir a vida amorosa do Pedro.
- Ah! Deve ter sido um conversa muito curta?
- Engraçadinha - gracejou Pedro. Até parece que tu tens uma vida amorosa.
- Mas eu não estou com ninguém por opção. Sou uma mulher independente que não tem tempo para ter uma vida pessoal. Tu sabes como são os nossos horários.
- Pois. São desculpas. Tu estáss é à espera que alguém deste escritório te convide para tomar um copo- brincou Carlos, sem imaginar que Patrícia iria ficar vermelhíssima.
- Nãoo acham que é altura de começarmos a trabalhar? Temos um deadline amanhã e acho que a Patrícia já está arrependida de nos ter interrompido.

Foi desta forma que Pedro decidiu terminar conversa, porque sabia que o trabalho era a melhor forma de não pensar noutras coisas.


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Depois de um árduo dia de trabalho, em que o almoço tinha sido uma sandes de atum comprada à pressa numa loja de sandes que ficava perto do escritório , Pedro preparava-se para sair quando ouviu Carlos a chamá-lo.

- Então, já de saída?
- Já? São dez da noite e estou mesmo a precisar de jantar.
- Já esqueceste a tal rapariga?
- Bem, até tu falares agora, nunca mais tinha pensado nela.
- O Pedro que eu conheço está de volta. Bem vindo.
- Não gozes comigo. E tu? A tua mulher não está à tua espera, em casa?
- Ela a esta hora deve estar a ver a telenovela, por isso não vai sentir minimamente a minha falta até à meia-noite.
- Ela e mais metade de Portugal...

Pedro despediu-se de Carlos. Apanhou o taxi que tinha chamado e foi para casa. Era uma casa enorme e muito vazia. Via-se que não vivia lá uma mulher. Tinha um móvel com uma televisão de plasma, um leitor DVD, cinco colunas enormes, um subwoofer, um PC topo de gama. Não havia outra decoração, que Pedro considerava como sendo mariquices próprias de mulheres.

Foi à cozinha, retirou a lasanha do congelador, colocou-a durante 10 minutos no microondas e comeu-na na sala, enquanto via um daqueles concursos em que se mostrava o quão ignorantes são os portugueses. Era uma comédia melhor do que os Malucos do Riso.
Ele tinha tido um dia muito cansativo e adormeceu na sala , ao mesmo que uma concorrente respondia que cinco ao quadrado eram 10.

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publicado por Matt Xell às 22:13
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Capitulo 1 - Uma história de Amor

O Primeiro dia

Tudo começou num dia como tantos outros. Era um dia cinzento, com o céu coberto de nuvens que apenas deixavam passar alguns raios de sol.
Pedro estava a andar calmamente numa das ruas mais movimentadas de Lisboa, quando tudo aconteceu...

Ele era um jovem publicitário de 25 anos, e que era o sonho de qualquer mulher. Tinha acabado de comprar uma casa nova com 4 assoalhadas no centro de Lisboa (com um empréstimo de 30 anos), tinha um Mercedes do último modelo (que estava na oficina devido a um toque sofrido num acidente causado por uma condutora sem qualquer experiência) e tinha sido recentemente promovido. Era um homem elegante, que fazia musculação 3 vezes por semana no ginásio ao pé de casa e que tinha sido modelo durante os anos de faculdade para pagar as despesas. Desde os 18 anos que vivia sozinho. Quando foi para a faculdade, estava decidido a tornar-se independente dos seus pais, que tinham fortuna mais do que suficiente para que o filho nunca precissasse de trabalhar.
Mas ele estava decidido a ser livre e seguir a seu próprio caminho, sem estar sujeito a ninguém.

Ele nunca se sentiu preso por qualquer mulher. A sua única paixão tinha sido a Joana. Colega desde o primeiro ano da faculdade, tinham-se aproximado porque tinham em comum uma forte vontade de viver as coisas dia-a-dia nunca pensando no futuro. Eram pessoas muito parecidas que faziam sempre o que queria, independentemente do que os outros pensassem. Mas um certo dia, Joana decidiu que queria algo mais. Foi nesse preciso momento que começou o fim da relação. Pedro nunca tinha pensado em ter uma relação muito séria que pudesse cortar a sua liberdade.

Desde esse dia, há quase quatro anos, que Pedro já tinha tido cerca de 15 namoradas. Nenhuma relação nunca durou mais de dois meses. Inexplicavelmente, ou talvez não, sempre que Pedro conseguia o que queria, desinteressava-se rapidamente. Perdia totalmente o desejo pela sua companheira. E após uma semana sem responder aos telefonemas, passava para a rapariga seguinte.

Até aquele dia. Pedro viu-a do outro lado da rua. Já tinha estado raparigas mais giras e mais sexys. Mas nunca tinha sentido nada assim. Ele não conseguiu perceber o que estava a passar dentro dele. Foi atracção à primeira vista. Foi algo instintivo. Ela era alta, loira e de olhos claros. Vestia uma mini saia curtinha e um top branco que não mostrava quase nada do seu corpo. Devia ter uns 20 ou 21 anos e devia andar na faculdade, porque levava debaixo do braço um livro ou uma enciclopédia que parecia muito pesada.

Tentou atravessar rapidamente a rua, mas foi impedido pelos carros que passavam a alta velocidade. Assim, sem poder fazer nada, viu-a a entrar num Fiat Uno já com alguns anos e ir-se embora.

Foi a primeira vez que ele a viu. Ele não sabia que não seria a última vez que se encontrariam.

publicado por Matt Xell às 00:18
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.sinopse

Uma história sobre um rapaz (Pedro) e uma rapariga (Inês) que o destino acaba por juntar e que origina uma relação com altos e baixos...

Pedro é um rapaz que nunca foi capaz de se comprometer e que encontra em Inês a primeira rapariga por quem verdadeiramente sente algo... Mas ele desconhece por completo o passado de Inês e que irá trazer grandes repercurssões na sua relação.

Nem tudo corre como eles gostariam nesta história de amor, e por maior que seja o amor que os une, o destino parece querer que a sua história não tenha um final feliz...

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