Domingo, 24 de Maio de 2009

Capítulo 9 - O dia seguinte

Parecia-lhe que tudo estava a correr bem. Estava a ter as melhores ideias desde há algum tempo. Todos os seus colegas o elogiavam pela campanha que ele estava a desenvolver.
Era tudo por causa da sua musa. Ela dava-lhe inspiração, e ele não conseguia esquecê-la.

No final do brainstorming, deixou-se ficar na sala de reuniões, enquanto todos os seus colegas tiraram uma pausa para o café.

Pedro estava absorto nos seus pensamentos, a pensar quando é que ela lhe iria telefonar, quando ouviu algo.

- Então, pá. Estás a dormir? Eu perguntei-te como é que tinha corrido a noite de ontem.
- O que é que te parece?- disse Pedro, respondendo a Carlos.
- Pela tua disposição durante a manhã, diria que muito bem.
- Foi melhor ainda. Não me farto de pensar que nunca sentido tão feliz com a vida.
- Não acredito. O velho Pedro, o Don Juan do escritório, está apaixonado por alguém. Vais desapontar muitas raparigas, que ainda não tiveram oportunidade de estar contigo.
- Não me interessa. Para mim, só existe uma mulher no mundo. Não vou pensar em mais ninguém para o resto da minha vida.
- Não é a primeira vez que dizes isso. Mas acabas sempre por voltar a ser o bom e velho Pedro. Mais cedo ou mais tarde.
- Desta vez é diferente. Eu sinto que é diferente. Não acreditas em mim?
- Eu acredito que tu acredites nisso. Mas não acho que tu possas mudar tão de repente. Uma pessoa não dá uma volta de 180 graus, desta forma...

De repente, sentiram que alguém tinha reentrado na sala.
Os dois amigos viraram-se e viram Patrícia, que tinha também decidido participar na conversa, pois parecia muito animada.

- Estávamos só a discutir o Benfica. Acho que este ano é que vai ser. Demos uma volta de 180 graus e nem mesmo a mudança de treinador irá fazer-nos parar. – disfarçou Pedro, que não queria que as novidades sobre a sua vida pessoal fossem do conhecimento de Patrícia.
- Os homens e o futebol. Eu também gosto de ver os jogos, mas não sou nenhuma fanática. Arranjem uma vida.
- Eu já tenho uma. – respondeu Carlos. Ou já te esqueceste que sou um homem de família.
- O mesmo já não posso dizer do Pedro. Do que é que estás à espera para assentar. Não achas que já é idade de cresceres e apareceres?
- Muito obrigado pela tua preocupação. Mas já sou crescidinho para tomar as minhas decisões - retorquiu Pedro, evitando reconhecer que Patrícia tinha toda a razão no que dizia.
- Desculpa se fui longe de mais. Mesmo sendo amigos há algum tempo, se calhar não te devia ter dito isto. Mas acho que nunca irás ser realmente feliz, se continuares a agir da mesma forma desde os teus tempos de faculdade.
- Patrícia... Já nos conhecemos há alguns anos e ainda não sabes quando estou a brincar. Eu não fiquei chateado com o que disseste, porque tens toda a razão. Mas a vida é minha e eu faço com ela o que eu quiser. Mas já que estamos a falar das nossas vidas amorosas, eu estou preocupado contigo, pois já não te ouço falar de um namorado há algum tempo.
- Tu sabes como é a nossa vida. Não consigo arranjar tempo suficiente para investir numa relação a sério. E eu não consigo envolver-me com alguém só com o intuito de me divertir como tu...
- Ah! Essa magoou-me – brincou Pedro, apontando para o seu coração.
- Mas estou a falar a sério. Tu sabes que eu sou uma pessoa um bocado tímida com as pessoas que não conheço, e... acho que se eu estiver destinada a alguém, mais cedo ou mais tarde, os nossos destinos irão cruzar-se.
- Mas que romântica que me saíste, Patrícia. Essa postura de mulher independente que não precisa de homens para ser feliz, afinal esconde uma sonhadora por baixo.

Carlos finalizou desta forma a conversa, que já estava a tornar-se um bocada embaraçosa para os três.
Eles sempre tinham sido bons amigos e divertiam-se sempre bastante no escritório. Mas sentiu que Pedro não queria que a conversa continuasse.

Pedro desculpou-se a dizer que tinha de fazer uns telefonemas e deixou os seus colegas na sala de reuniões.

- Não sei porque é que ele age desta forma, Carlos. Não concordas comigo?
- Oh, Patrícia, até parece que não o conheces. Ele faz sempre o que ele quer, independentemente do que eu diga, do que tu digas ou do que outra qualquer pessoa diga.
- Mas acho que ele está a desperdiçar uma boa oportunidade de ser feliz. Daqui a 5 anos, ele vai arrepender-se da vida que levou e nessa altura já poderá ser um bocado tarde.
- Tarde para quê?- perguntou Carlos.
- Tarde de mais para ele- disfarçou Patrícia, que compreendeu que já tinha falado de mais. – Se calhar ele já encontrou alguém que lhe podia fazer feliz, mas ainda não se apercebeu disso.
- Realmente, acho que ele já encontrou alguém. Não fui eu que te contei, mas acho que ele agora está realmente interessado em alguém.
- Não acredito- exclamou Patrícia, que ficou realmente surpresa com o que lhe foi dito.
- É melhor acreditares. Mas qual o teu interesse nisso?
- Nenhum em especial. Nós somos amigos, e preocupo-me com ele. E ele nunca mais me contou nada sobre a vida amorosa dele. Antes, ele contava-me tudo.
- Não sei porquê, mas algo me diz que não é só isso.
- Então, isto é um local de trabalho ou um bar? – gritou o chefe de ambos, quando os viu a conversar na sala.
- Já estamos andando- disse Carlos, ao levantar-se rapidamente da cadeira e acompanhando o chefe até à sala dele, pois tinha umas ideias que queria desenvolver.

Patrícia ainda se deixou ficar na cadeira mais um bocado. Ouviu-se um pequeno suspiro e ficou com uma expressão de resignação. Se estivesse alguém naquela sala, teria notada uma pequena lágrima a cair dos seus olhos.

publicado por Matt Xell às 18:24
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Sábado, 9 de Maio de 2009

Capítulo 8 - Mais vale tarde...

Tinha sido uma das melhores noites da sua vida. Pedro iria para sempre lembrar-se deste dia. Nunca se tinha sentido tão apaixonado por ninguém.
Afinal ele sempre era capaz de amar...

- E agora? – Disse Inês interrompendo os pensamentos de Pedro. – O que é que estás a pensar fazer?
- Sinceramente?... Estava a pensar levar-te a casa.
- Já? A esta hora? Sempre pensei que tivesses mais jeito para conquistar as raparigas com quem tu sais.
- Eu tenho muito jeito para isso. Mas como tu já estás conquistada, não preciso de me esforçar tanto.
- Não me digas. Não tomes as coisas como garantidas. Pretendo fazer-te trabalhar muito para conseguires alcançar os teus objectivos.
- E que objectivos são esses?- questionou Pedro, sem conseguir esconder um sorriso malicioso.
- Tu sabes bem do que eu estou a falar... – respondeu Inês, sem evitar um esboçar de sorriso.
- Não sei, não. Diz-me lá...
- Tu sabes. É aquilo em que todos os homens pensam quando levam uma rapariga inocente para jantar.
- Estás a falar da sobremesa?
- Sim, se é assim que tu lhe chamas.
- Eu e toda a gente que eu conheço. Como é que tu lhe chamarias?
- Devo avisar que não tenho muita paciência para estes jogos. É uma das coisas que tens de aprender sobre mim.
- Se queres mesmo saber, eu não queria prolongar esta noite, pois tenho medo de fazer algo que a estragasse completamente. Está tudo a correr tão bem, que não quero correr riscos.
- Eu também gostei bastante desta noite – disse com a voz mais suave que Pedro tinha ouvido, ao mesmo tempo que agarrava na sua mão. Pedro sentiu um arrepio e um nervoso interior. Gostou do toque suave e da leve carícia na sua pele. Sentiu o perfume que tanto tinha gostado e que nunca iria esquecer. Sentiu o desejo de beijá-la e de dizer a Inês que a amava. Mas controlou os seus instintos naturais e apertou com ternura a mão dela, indicando que também que também tinha vontade de reforçar a relação.
- Vamos então acabar por hoje, antes que me arrependa.
- Queres que eu te leve a casa?
- Não deixa estar que eu tomo um taxi.
- A esta hora? Nem penses. Eu dou-te boleia.
- Não é preciso. Eu não sou uma donzela indefesa que não se consegue defender. Esta não é a primeira vez que saio à noite.
- Eu insisto. Não quereria que acontecesse algo à melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos.

Ele conseguiu finalmente convencê-la a ir com ele. Continuaram a conversar animadamente durante a viagem, sem darem pelos quilómetros a passar. Quando estavam perto da casa da Inês, ela pediu para ele parar o carro. A noite estava quase a chegar ao fim.

- Eu vivo já ali à frente. Eu sei que não parece grande coisa, mas é limpa e tem espaço suficiente para guardar todas as minhas coisas.
- Realmente, não parece grande coisa. – brincou Pedro. Não queres vir morar comigo?
- Não achas que é um bocado cedo? – disse Inês com uma cara séria. Ainda agora nos conhecemos...
- Estava só a brincar. Não te queria assustar. – tentou Pedro tranquilizar a sua companhia.
- Eu percebi. Não tens grande sentido de humor. Um ponto a menos.
- Um ponto a menos? O que queres dizer com isso?
- Eu tenho um jogo com as minhas amigas, em que classificamos os nossos encontros, atribuindo pontos positivos e pontos negativos.
- E qual foi o meu resultado?
- É melhor nem saberes. Tiveste a minha pior pontuação nos últimos três anos.
- Tu és mesmo mázinha...
- Eu bem te disse que não tinhas sentido de humor. Mas é um defeito teu que vou tentar aceitar nas próximas vezes que nos encontrarmos...
- Próximas vezes? Significa que queres voltar a sair comigo?
- O que é que achas? Foi uma das melhores noites da minha vida. Nunca tinha conversado tanto com um rapaz. Parece que encontrei finalmente alguém que está interessado em algo mais do que o meu corpo.
- Por acaso, é essa a impressão que estou a tentar passar. Na prática, só me interesso por ti, porque tens um corpo espectacular. Não estou interessado no resto.
- Retiro o que disse há bocado. Afinal, sempre tens um sentido de humor.
- Parece que sim.
- Não sei porquê, sinto que me esqueci de alguma coisa.
- Tens contigo a tua bolsa?
- Não, não é isso. Bem, se fosse importante eu lembrava-me. Mas uma coisa que eu sei é que gostaria imenso de te ver outra vez...
- Eu também. Que tal amanhã?
- Vai ser complicado, pois tenho de estudar para um exame. Eu telefono-te quando puder.
- De certeza que me telefonas? Vou ficar à espera...
- Eu não perdia a oportunidade de estar contigo novamente por nada deste mundo. – disse Inês antes de dar um beijo na face de Pedro.
- Gosto mesmo de ti. E tu sabes disso, não sabes?
- Sim, eu sei.

Pedro despediu-se de Inês e viu-a a entrar o edício onde se situava o apartamento dela. Sentiu-se frustrado por não a ter beijado. Era o clímax perfeito para aquela noite. Pedro, dirigiu-se lentamente para o carro, a lamentar a sua sorte, mas com a esperança que no próximo encontro o beijo seria ainda melhor, pois a intimidade entre eles seria ainda maior.

Quando ia a abrir a porta do carro, sentiu um toque no ombro. Quando se virou, não teve tempo de reagir ao beijo nos lábios que Inês lhe deu. Sentiu que estava no céu e que se morresse naquele instante, morria como a pessoa mais feliz do mundo. Ainda tentou beijá-la novamente, mas Inês afastou lentamente os seus lábios e disse calmamente antes de se deslocar novamente para a casa dela:

- Eu sabia que me havia esquecido de algo.

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publicado por Matt Xell às 12:52
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Capítulo 7 - O Jantar

Eram nove da noite. Pedro estava nervoso como nunca tinha estado na sua vida. Quando é que ela chegaria?Normalmente, ele nunca esperava por ninguém. Fazia sempre questão de chegar um bocado atrasado, para dar um ar de homem atarefado, que tinha conseguido tirar umas horas da sua vida ocupada para jantar. Mas hoje era diferente. Ele teve que vir mais cedo, pois não aguentava a expectativa. Ele estava à porta do restaurante que tinha escolhido. Era um local muito simpático onde já tinha estado várias vezes, e onde se comia bastante bem. Estava uma noite limpa, onde apenas se via o luar e as estrelas a brilhar no céu. De vez em quando soprava uma pequena brisa, que o fazia arrepiar-se... Olhou novamente para o relógio. Já eram nove e quinze. Ela estava atrasada.
Pedro pensou se ela viria mesmo. Começou a sentir um aperto no coração. Nunca tinha sentido o medo de ter levado uma banhada.

Será que ela não conseguiu encontrar o resturante? Ou decidiu que não se queria envolver comigo. Resistiu à tentação de ligar-lhe para o telemóvel. Apenas lhe daria um ar desesperado.

Mas de um momento para o outro, os seus medos desvaneceram-se. Inês tinha chegado de repente, usando um vestido preto, muito justo, e que relelava a sua óptima figura.

- Olá. Desculpa lá o atraso. Sabes como é que as mulheres são. Procuram estar sempre no seu melhor. E eu sou uma pessoa atrasada por natureza. Por isso, os meus amigos já combinam as coisas comigo para meia hora antes. – disse Inês, com um ar divertido.
- Eu também cheguei agora – mentiu Pedro, a tentar esconder o seu alivio por ela ter chegado. E já agora, estás linda.
- Obrigado. Eu fiz por isso- disse com uma grande autoconfiança, a que Pedro não estava habituado. Normalmente, as mulheres com quem ele estava agradeciam e trocavam cumprimentos.

Entraram no restaurante e foram ter à mesa que Pedro tinha reservado. Ele tinha tomado todas as precauções para que a noite fosse perfeita. Nada iria estragar o que ele tinha planeado.

- Este restaurante parece-me muito simpático- disse Inês a iniciar a conversa.
- É mesmo. Já vim cá várias vezes e nunca me arrependi.
- Ai foi? Já vi que trazes aqui todas as mulheres que conheces.

Naquele instante, Pedro arrrependeu-se do que tinha dito. Tentou manter-se calmo, mas Inês insistiu.

- Pois é. Aposto que estás a seguir o teu plano padrão. Primeiro o jantar. Depois alguns copos e de seguida...
- Achas mesmo? Eu não acho que serviria de muito, pois tu és uma mulher diferente de todas o que eu conheci. Nada do que eu faço normalmente resultaria contigo.
- Acredito. E qual é que é o teu plano para esta noite?
- Tudo a seu tempo. Mas tens razão. Começa com o jantar. Eu sugiro a lasanha. È muito deliciosa.
- Acho que não. Prefiro algo mais leve. Como tu disseste hoje à tarde, estou a precisar de uma dieta.

Pedro apercebeu-se imediatamente que ela não precisava de qualquer dieta. O seu corpo era muito bem proporcionado e tinha a leveza de uma gazela. E o vestido que ela usava era perfeito, mostrando todo o seu corpo, incluindo os seus fabulosos seios.

- Pedro? Eu estou aqui! - disse Inês apontado para a sua cara, a notar que os olhos de Pedro se tinha desviado mais para baixo
- Eu sei. Mas não consegui deixar de olhar para o teu colar. È lindo. Deve ser valioso.
- Foi a minha avó que me ofereceu. É uma velha herança de família. – respondeu Inês, fingindo acreditar na explicação. Ela sentiu que Pedro não conseguia tirar os olhos dela, e gostava dessa sensação. Mas lembrou- se do que tinha acontecido ao último homem que apenas estava interessado no seu corpo.
- Então, o que vais realmente pedir? Por mim, até podias escolher o bife na frigideira com molho de natas. Tu estás perfeita. Se calhar até ficavas melhor com mais alguns quilitos.
- Tantos elogios não te levam a lado nenhum. Mas sabe sempre bem ouvi-los.

O empregado aproximou-se da mesa deles e apontou os pedidos. Passado cinco minutos, voltou com uma garrafa de espumante, das mais caras que Pedro adorava.

- Este espumante é óptimo. Tem um gosto suave e escorre facilmente pela garganta .
- Por acaso, nem sou muito adepta da bebida. Só nos bares, é que exagero um bocado. Não sou daquelas raparigas que conseguem aguentar a noite toda a beber.
- Por acaso, não foi essa a primeira impressão com que fiquei de ti.
- Tu sabes que a primeira impressão é a mais importante de todas na publicidade. – disse Inês. Mas nem sempre, dão a verdadeira imagem da pessoa. Só quando falamos com ela, é que conseguimos ver como é que ela é realmente.
- Tens razão. Mas digo-te que a primeira impressão que tive de ti marcou-me muito. Tu podes não acreditar, mas quando te vi pela primeira vez, senti que eras a minha alma gémea.
- Acreditas nisso? Eu não acho que exista alguém com quem estamos destinados a estar na vida. A vida é imprevisível, bem como o amor. Não acho que o nosso destino esteja traçado.
- Tens pouca fé no amor. Nunca sentiste algo por alguém te fizesse sentir a pessoa mais feliz do mundo? E que achasses que irias ficar com ela para sempre?
- Já. E é por isso que não acredito em almas gémeas.

Pedro não conseguiu encontrar palavras para desculpar-se pelo que tinha dito. Soube naquele instante que tinha tocado num ponto sensivel para Inês. E que ela ainda não estava preparada para lhe contar. Por isso, não insitiu na conversa e mudou rapidamente de assunto.

- Talvez tenhas razão. Mas se existissem, tu era de certeza a minha.

Ele conseguiu arrancar um sorriso sincero a ela. E ficou a gostar ainda mais dela, pois sentiu nela uma grande força interior e uma grande honestidade.

O empregado serviu o jantar. Conversaram bastante sobre as suas vidas. Pedro nunca tinha sentido tanta empatia com outra rapariga. Ficou a saber que ela ainda estava a estudar na faculdade. Estava no último ano de Psicologia e estava em altura de exames. Era filha única, pelo que foi mimada pelos pais. Mas isso não a impediu de ser uma rapariga humilde e que lutava para conseguir os seus objectivos. Tinha vindo de Cascais, quando entrou para a faculdade e vivia com duas colegas de quarto, na zona de Benfica. Trabalhava em part-time, pois não queria depender dos pais, mas sim ser independente. Era assistente numa pequena empresa de informática, que tinha sido criada há pouco tempo, com a explosão das dot. com. Pedro soube também que ela não andava com ninguém actualmente, mas ela não lhe disse nada sobre o seu passado amoroso.

Ele por sua vez, sentiu que lhe podia contar tudo. E foi o que fez. Disse não só o que fazia, onde vivia e do que gostava, mas também os motivos de ainda estar solteiro com aquela idade.

- Tu podes não acreditar, mas nunca me abri tanto com uma rapariga. Eu sinto que posso confiar em ti e que tu me compreendes.
- Sabes que quando disseste que nunca tinhas tido uma relação com mais de 5 meses, deixaste-me um pouco preocupada. Tu és daqueles homens que não consegue ligar-se a ninguém e que tem medo de expor o que realmente sente. E por isso tem medo de envolver –se mais profundamente com alguém.
- È essa a tua análise clínica? E tenho hipótese de cura, Sra. Doutora?
- Não sei bem. Recomendo uma sessão de terapia três vezes por semana, para ver se conseguimos resolver os teus problemas e identificar o que está dentro do teu subconsciente.
- Contigo, até aceitaria ir 7 dias por semana. Qualquer pessoa ficaria maluca, só para ter a oportunidade de passar umas horitas contigo.
- Tu não paras, pois não?
- Não, e vou continuar a insistir que és a mulher da minha vida sempre que estivermos juntos.
- O que não irá acontecer mais, se não parares com isso. É que eu até gosto de estar contigo, mas...
- Há sempre um mas...
- Por acaso, desta vez nem há. Eu estou a gostar imenso desta noita. Estás a superar as minhas expectativas...
- A sério? Eu bem fiz por isso?
- É certo que elas eram muito baixas, por isso não era difícil.
- Estou a ver um lado mazinho que te desconhecia...
- Foi o que já te disse. Nunca confies nas tuas primeiras impressões.

Foram interropidos pelo empregado. Eram os únicos que estavam no restaurante. A noite tinha corrido tão bem, que nem deram pelo tempo a passar. Era quase uma da manhã.... E Pedro surpreendeu-se consigo próprio, pois nunca tinha imaginado que falar com alguém o pudesse fazer tão feliz. Algo estava a mudar nele.
Pedro pagou a conta, e saíram ambos do restaurante...

publicado por Matt Xell às 23:51
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Uma história sobre um rapaz (Pedro) e uma rapariga (Inês) que o destino acaba por juntar e que origina uma relação com altos e baixos...

Pedro é um rapaz que nunca foi capaz de se comprometer e que encontra em Inês a primeira rapariga por quem verdadeiramente sente algo... Mas ele desconhece por completo o passado de Inês e que irá trazer grandes repercurssões na sua relação.

Nem tudo corre como eles gostariam nesta história de amor, e por maior que seja o amor que os une, o destino parece querer que a sua história não tenha um final feliz...

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